 |
|
O
PORQUÊ DESTE SITE:
  |
"Não
pode me entender quem nunca sentiu o
cheiro da terra molhada
Quando a chuvarada molha as terras do
gerais
(...)
Não chega a ser um pontinho preto no mapa,
Mas quando a gente se afasta coração
pede pra voltar"
(Ponte
Cigana - Gútia/Braúna)
Segundo
o escritor e professor de Teologia, Filosofia,
Espiritualidade e Ecologia Leonardo Boff, “todo ponto de vista
é a vista de um ponto. (...) A cabeça
pensa a partir de onde os pés pisam. Para
compreender, é essencial conhecer o lugar
social de quem olha. Vale dizer: como alguém
vive, com quem convive, que experiências
tem, em que trabalha, que desejos alimenta,
como assume os dramas da vida e da morte e
que esperanças o animam. Isso faz da
compreensão sempre uma interpretação.
(...)”
[1]
Diante
do exposto, caro(a) internauta, aqui você
encontrará a visão de uma pessoa que pisou
o chão, por mais de 30 anos, do seu
torrão natal e hoje encontra-se
fisicamente distante por mais de 7 anos.
Um filho ausente, como muitos outros
filhos que saem mundo afora em busca da
realização de sonhos pessoais, atores na
construção do nosso tempo.
É o caso
desse filho que foi parar logo ali em
Capelinha, nas
bandas do Vale do Jequitinhonha, numa
cidade que, noutros tempos, quando ainda
existia a "Caixa dos Mineiros",
acolheu vários jovens filhos de Corinto.
E
a visão deste filho é a visão de quem
se afasta de um ponto e, de outro ângulo,
enxerga-o com mais clareza em todas suas
nuances, principalmente
as nuances da saudade!
É a visão daquele que, distante, começa
a ruminar o passado na esperança de
reencontrar com “o cheiro e a cor de
sua terra, a marca de sangue de seus
mortos e a certeza de luta de seus vivos...”[2]
Ou ainda, a
visão daquele que um dia sonha voltar e
"encontrar as mesmas coisas que deixou" e,
caso não
volte, pelo menos tenha a certeza de que
os que lá se encontram preservem e
respeitem a memória dos que nos legaram o
presente mesmo com suas vicissitudes.
Enfim, é também a visão daquele que,
habitando outras plagas, começa a buscar
semelhanças e diferenças de um lugar
para outro, principalmente as culturais.
Portanto,
caro(a) internauta, se você se enquadra
ou se identifica com o que está exposto,
deixo o convite para se juntar a mim e aos
outros colaboradores que já manifestaram
o interesse em fazê-lo.
E juntos, nós possamos dar à nossa terra
o merecido destaque nesse latifúndio
global para deleite dos filhos ausentes e,
também, daqueles que aprenderam a amá-la
depois de conhecê-la e a seus filhos.
Seja
bem-vindo!!!
Tadeu
“de Romão” Oliveira
Idealização e
Pesquisa
Webdesigner
BIBLIOGRAFIA:
[1]Boff,
Leonardo. A águia e a galinha. Uma
metáfora da condição humana.
Petrópolis,RJ, Vozes, 1997.
[2]Silvestre, François.
Citação
retirada do CD Cantoria 1 -
Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias,
Xangai. Kuarup Discos, Rio de janeio,
RJ, 1984. |
 |