Atualmente
o homem não busca em sua essência
e em suas raízes os seus valores,
pois está sendo arrastado por todo
um aparato ideológico que lhe impõe
falsos valores. Assim, a sua voz
passa a ser também uma falsa voz e,
dessa forma, uma cultural irreal se
transforma em verdade absoluta nas páginas
da história. As suas tradições
folclóricas, artísticas, culturais,
místicas vão se desgastando e a
conseqüência disto é uma
despersonalização da natureza
humana.
Dois dos grandes aparelhos usados
por aquele aparato ideológico são
a televisão e o rádio, que, por
serem meios de comunicação de
massa, tem a função muito
importante no sentido de fornecer a
essa massa educação, formas saudáveis
de lazer, etc. no entanto, o que
alguns de seus programas transmitem
são falsos princípios que não
coincidem com a nossa realidade, mas
lhe esconde, além de desvalorizar
as características próprias de
cada região.
Assim,
qualquer canal que nos ponha de
frente com a nossa realidade e que
nos leve a valorizar aquilo que
realmente constitui a história de
nosso povo é válido. E foi com
esse intuito que se organizou o 1.º
FECOR que usou a música como
instrumento para levar ao corintiano
uma maior conscientização do que
realmente lhe cerca e para fazer com
que ele conheça pelo menos um pouco
da arte que existe em sua cidade e
que é despercebida de muitos. Ou
seja, o FECOR não foi somente a
concorrência entre seus
participantes pelos prêmios
oferecidos, mas foi também a
oportunidade de músicos da cidade
mostrarem seus trabalhos a um grande
público e de fazerem conhecida a
potencialidade musical que existe em
Corinto. Além do mais, este tipo de
acontecimento, inédito aqui até
então, estimula a aparição de
novos músicos e a própria evolução
cultural da cidade, que passa, dessa
forma, a se tornar mais forte frente
a possível
destruição de suas tradições
e das formas de manifestação
popular que lhe caracteriza. O 1.º
FECOR significou ainda a voz da
juventude corintiana e sua
necessidade de novas formas
culturais de lazer, já que o único
cinema que havia na cidade, não
existe mais.
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