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A
viação férrea começou a existir em 1852,
quando Irineu Evangelista de Souza (1813
-1889), mais tarde Barão de Mauá, recebeu
o privilégio do Governo Imperial para
construção e exploração de uma ferrovia
entre a Praia da Estrela, na Baía da
Guanabara, e a raiz da Serra de Petrópolis.
A história da Estrada de Ferro Central do
Brasil começa em 1855, no Rio de Janeiro,
sob a direção do engenheiro e político
mineiro Cristiano Benedito Ottoni (considerado
como o Pai das Estradas de Ferro no Brasil),
uma sociedade anônima denominada Companhia
de Estrada de Ferro D. Pedro II.
A
primeira seção da Estrada de Ferro D.
Pedro II, de 14,5 km, foi inaugurada por D.
Pedro II, no dia 30 de abril de 1854,
tornando-se a primeira linha a ser construída
através do trabalho dinâmico de seus operários
e técnicos, que a partir de 1889 passou a
se chamar E. F. Central do Brasil e era a
espinha dorsal de todo o seu sistema.
Propunha-se
a Empresa a construir uma Estrada de Ferro,
que, atravessando alguns municípios
localizados nas proximidades da Corte (Cidade
do Rio de Janeiro), alcançasse o vale do
rio Paraíba e daí as Províncias de São
Paulo, no lugar denominado Porto Cachoeira (Atual
Cachoeira Paulista - SP), e Minas Gerais.
Nessa última Província, seguiria a Estrada
pelo vale do rio das Velhas até o rio São
Francisco, onde se entroncaria com o sistema
fluvial, unindo o Sul ao Norte do Império.
Os
trabalhos da construção da Linha do Centro
foram iniciados no dia 11 de Junho de 1855 e
em menos de três anos depois, no dia 29 de
Março de 1858, da estação Dom Pedro II até
Belém (Japeri) e daí subiu a serra das
Araras, alcançando Barra do Piraí em 1864.
Daqui a linha seguiria para Minas Gerais,
atingindo Juiz de Fora em 1875. A intenção
era atingir o rio São Francisco e dali
partir para Belém do Pará. Depois de
passar a leste da futura Belo Horizonte
através de um ramal que partia de General
Carneiro (Belo Horizonte na época, ainda
encontrava-se em construção, sendo
inaugurada em 1897), atingindo Pedro
Leopoldo em 1895, os trilhos atingiram
Pirapora, às margens do São Francisco, em
1910. A ponte ali construída foi pouco
usada: a estação de Independência, aberta
em 1922 do outro lado do rio, foi utilizada
por pouco tempo.
A
própria linha do Centro acabou mudando de
direção, entre 1914 e 1926. Da estação
de Corinto foi construído um ramal
para Montes Claros que acabou se tornando o
final da linha principal, fazendo com que o
antigo trecho final se tornasse o ramal de
Pirapora. Em 1948, a linha foi prolongada até
Monte Azul, final da linha onde havia a ligação
com a V. F. Leste Brasileiro que levava o
trem até Salvador.
Pela
linha do Centro passavam os trens para São
Paulo (até 1998) até Barra do Piraí, e
para Belo Horizonte (até 1980) até Joaquim
Murtinho, estações onde tomavam os
respectivos ramais para essas cidades. Antes
desta última, porém, havia mudança de
bitola, de 1m60 para métrica, na estação
de Conselheiro Lafayete.
Na
baixada fluminense andam até hoje os trens
de subúrbio. Entre Japeri e Barra do Piraí
havia o "Barrinha", até 1996, e
finalmente, entre Montes Claros e Monte Azul
os trens de passageiros sobreviveram até
1996, restos do antigo trem que ia para a
Bahia.A linha inteira ainda existe para
trens cargueiros.
LINHA
DO PARAOPEBA
RAMAL
DE PIRAPORA: O ramal de Pirapora, que saía
da estação de Corinto, chegou em 1910 a
Pirapora, às margens do rio São Francisco,
mas para cruzar o rio através de uma ponte
ferroviária, levou 12 anos, quando foi
inaugurada a estação de Independência (Buritizeiro)
na margem oposta. Nessa época, o trecho
fazia parte da Linha do Centro da Central do
Brasil. Nos anos 1930, entretanto, com a
maior afluência de tráfego na linha para
Monte Azul, esta passou a ser parte do
tronco e o trecho Corinto-Pirapora passou a
ser apenas um ramal. Na mesma época,
Buritizeiro foi desativada, junto com a
ponte sobre o São Francisco. O ramal nunca
passou dali, ao contrário dos planos de
1922, que pretendiam chegar a Belém do Pará.
No final dos anos 1970, o tráfego de
passageiros foi desativado no trecho. A
linha permanece ativa até hoje (2003), pelo
menos oficialmente. Ainda há trilhos sobre
a ponte do São Francisco.
RAMAL
DE DIAMANTINA: O ramal de Diamantina, que
alcançava esta cidade saindo da estação
de Corinto, na Linha do Centro da EFCB, foi
aberto entre os anos de 1910 e 1913 pela E.
F. Vitória a Minas, que, depois, em 1923 o
repassou à Central do Brasil. Ele funcionou
até o início dos anos 1970, quando teve os
trens de passageiros desativados.
Oficialmente o trecho somente foi suprimido
pela Rffsa em 1994, mas segundo consta os
trilhos já teriam sido arrancados antes
disso.
Dados
pesquisados e/ou extraídos dos sites:
www.estacoesferroviarias.com.br
www.tremdedoido.kit.net
www.anpf.com.br
www.asminasgerais.com.br
Segue abaixo pequena lista de links para
você conhecer mais sobre a Central do
Brasil.
Estrada
de Ferro São Paulo - Rio de Janeiro
EFCB
- Site sobre a E. F. Central do Brasil
A
Eletrificação da Central do Brasil,
por Antônio Augusto Gorni
Site
Trens & Cia
Álbum
Fotográfico das Ferrovias Brasileiras,
por Antônio Augusto Gorni
Estações
Ferroviárias, por Ralph M. Giesbrecht
Memória
do Trem
VFCO
- Informativo Centro Oeste
Revista
Ferroviária - Seção de Preservação
E.
F. Resende a Bocaina
E.
F. Bananal
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